quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Regressar à Fonte
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Só as pessoas corriam, naquela manhã
terça-feira, 26 de outubro de 2010
AQUELA FOLHA
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
O Quadro da Saudade
O abraço
O frio
A chuva
Frio
Escadas
O mar
Ao longe
A areia
Um andar lento
Sem destino
O vento
As mãos
Abraçadas
Depois, de novo,
Solitárias
O adeus.
O céu é azul
A relva verde
Nem sempre
O céu também se pode apresentar cinzento
A relva castanha de seca
Céu azul
Céu limpo
Relva verde
Fresca
Nem sempre é o céu azul
Nem sempre a relva verde
Mas, vai-se lá saber porquê,
Talvez por obra divina
Ou carinho
A relva verde estava
E o céu azul.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Gatos
Dorme na cama, encostada a mim.
Quem escolhe onde irá dormir
É ela mesma quem escolhe.
A gata é linda e bela!
Preciso é apenas
Saber olhar p'ra ela
Olhar apenas
Sem lhe tocar
Isso não quer dizer que ela não goste de miminhos
Preciso é saber lhos dar
E é simples saber o momento
Basta saber aguardar
Já ouvi dizer
Que os gatos são traiçoeiros,
Que gatos são interesseiros,
Que os gatos são desligados...
Não!
Os gatos são honrados,
Apenas diferentes dos cães,
Pois não podem ser domados.
Eles são assim ponto.
Nem mais nem menos que os cães
Apreciemos a beleza de ambos.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
"Meu Bem Querer"
Gosto muito de Djavan, e talvez "Meu Bem Querer" seja uma das suas canções que mais adoro.
Aqui está a canção de Djavan interpretada por mim ;-)
quinta-feira, 17 de junho de 2010
O Cansaço
O cansaço...
O cansaço
Mostra que o ser humano não é d'aço.
A tristeza...
A tristeza
Murmura que mergulhamos em águas paradas,
duras, calcárias
Este sono
sem descanso
Este corpo
sem leveza
Falta-me sentir-me parte de ti!
Natureza.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Já vi putas que amam
Já vi putas que amam
Já vi religiosas avarentas
Já vi drogados que choravam
num desalento
Já vi verdade nos olhos
d'um mendigo
Já vi desonestidade nos olhos
do padre
Já vi um coração frágil numa maluca desvairada
E um coração morto no peito de uma crente
Já vi...
E vi...
E vi, talvez demais
Já vi...
E vi...
E vi
Que se continua a pregar Cristo na cruz
Queimar vivas as feiticeiras
Apedrejar até à morte as mulheres
impuras(?)
Ó Pessoas, digam-me então
Quem é sujo, feio, desumano
A mulher que ama sem perversão
Ou o sacristão que tem sexo até aos cabelos da alma?!
Os Nossos Sonhos são só Nossos
Hoje eu descobri que estou sozinha
Que os nossos sonhos são só nossos
E de mais ninguém
Se isso é bom ou mau
Não sei
Ai, que agonia!
Saber que só estou
Ah, que alegria!
Esta liberdade
Não me falem de mais nada
Agora o que eu quero é ficar só
quarta-feira, 9 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
COMO UM PASSARINHO...
Como um passarinho...voei, voei aos céus
Como um passarinho pequenino...caí, caí do ninho
Fiquei magoada, sem penas, ai...quase sem nada!
Queria voltar...ah, voltar!
Mas o tempo não volta e o relógio não anda p'ra trás
E o tempo, o tempo...é a farsa do pensar.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Três Mosquinhas às Voltinhas
Uma mosca,
Duas moscas,
Três mosquinhas a voar
E cansada fico a ver
O que fazem pelo ar
Dão voltinhas
Mais voltinhas
Está bom tempo!
Não fazem nada
Mas divertem-se às voltinhas
E nós fazemos tanta coisa
E divertir por andar às voltas...
Nós isso não sabemos o que é.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
terça-feira, 20 de abril de 2010
Chorei
Lágrimas do passado,
Lágrimas de desentendimentos,
Lágrimas de dor.
Chorei
O abraço sem palavras,
O amor sem perguntas,
E a ingenuidade perdida.
Chorei
Chorei
E o sal das lágrimas se juntou ao sal do mar;
Esse mar que me ensinou
a perdoar,
a esquecer.
Pai, posso de novo te abraçar!
Mãe, posso de novo receber o teu beijo de boa-noite!
Só não posso mais ter família, porque agora, agora sou filha da Vida.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
O JARDIM DE MARGUERITA

Era uma vez uma mulher chamada Marguerita.
Em frente à sua casa havia um jardim. Um jardim com árvores folheadas, verdejantes e flores...flores de várias cores, tamanhos e perfumes.
Muros de pedra rodeavam a casa e o seu jardim de aromas inebriantes. E havia um pequeno portão verde como passagem.
Marguerita fechava sempre o pequeno portão. Porém, certo dia, Marguerita deixou o portão aberto e, nos muros que protegem o jardim, nasceram rosas vermelhas. E, ao nascerem as rosas, vieram as borboletas. Com as borboletas vieram as lagartas. Com as lagartas as lagartixas e ainda as cobrinhas e as formigas.
E as rosas continuaram a nascer... Até que, o muro com rosas passou a ser um muro de rosas.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Nostalgia
Foi um concurso realizado na minha escola, eu e uma amiga quisemos participar, inventamos até uma espécie de coreografia na qual havia umas cadeiras e não é que alcançamos mesmo o 1°lugar (risos)!
O prémio foi um walkman (que muito jeito me deu na altura) no qual pude ouvir, vezes sem conta, no percurso casa-escola e ao adormecer, uma cassete do álbum “Tempo” de Pedro Abrunhosa.
Realmente eu era uma apaixonada pelo seu trabalho e, hoje em dia, continuo a ser.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Cai A Chuva La Fora
Esta música escrevi-a num dia chuvoso, num dia em que cada gota se tornou numa nota e, assim, se fez esta canção.
Cai a chuva
Lá fora
Cai a chuva
E cai o meu coração
Cai a chuva
Lá fora
Cai a chuva
E o meu coração
E só de saber que vens a caminho
E só de saber o meu coração cai sozinho
terça-feira, 2 de março de 2010
NAS ONDAS DO MAR
Nas ondas do mar
Vi os peixinhos dançar
E me vi como criança
A dançar com os peixinhos
Nas ondas do mar...
Nas ondas do mar
A nadar, a respirar
Não fui sereia apenas peixe
de águas salgadas
Nas ondas do mar...
Ó ondas, ó mar
Ó vento, Vem me buscar
P'ra me levar de novo ao mar
P'ra me afogar
P'ra me afogar
Quero ser mar contigo
Mar...
Quero que sejas mar em mim
Mar...
Por entre as algas girei
A areia vi brilhar ao fundo
Na praia vi pessoas
Não deste, mas doutro mundo
Nas ondas do mar...
Elas estavam felizes
Com alegria de viver
Não tinham lágrimas contidas nos olhos
Nem riso forçado na boca
Nas ondas do mar...
Ó ondas, ó mar
Ó vento, Vem me buscar
P'ra me levar de novo ao mar
P'ra me afogar
P'ra me afogar
Quero ser mar contigo
Mar...
Quero que sejas mar em mim
Mar...
Olhos limpos são aqueles que choram
Bocas frescas são aquelas que têm risos nascidos na barriga
Pessoas doutro mundo são iguais às deste
Só há uma diferença
Neste mundo esqueceram-se
Esqueceram-se de se afogar no mar